Notícias

Brasil: 25,5 milhões de autônomos, mas poucos se preparam para a aposentadoria

No Brasil, cerca de 25,5 milhões de pessoas trabalham por conta própria, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho compiladas pelo CEIC/World Bank

No Brasil, cerca de 25,5 milhões de pessoas trabalham por conta própria, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) compiladas pelo CEIC/World Bank. Apesar desse contingente expressivo de profissionais autônomos – que inclui consultores, vendedores, terapeutas, designers e outros trabalhadores independentes – poucos se preparam financeiramente para a aposentadoria.

Dados da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) mostram que apenas cerca de 8,2 milhões de brasileiros e dependentes possuem planos de previdência complementar, um número pequeno diante da população total de 213,4 milhões de habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os autônomos e profissionais liberais, o desafio é ainda maior, já que muitos não possuem contribuições automáticas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e precisam planejar a aposentadoria de forma independente.

Mesmo com o crescimento do trabalho autônomo no país, a previdência complementar ainda é pouco explorada por esse público. “Para profissionais liberais, que não têm contribuições automáticas ao INSS, a previdência complementar não é apenas recomendável — é estratégica. Permite construir proteção financeira mesmo diante da renda variável”, explica Ivécio Pedro Felisbino Filho, presidente da Fundação Celos.

Tempo e da regularidade

Especialistas destacam que não é necessário aportar grandes valores para começar a construir uma reserva para o futuro. Pequenos investimentos feitos de forma regular, aliados ao efeito dos juros compostos, podem gerar resultados significativos ao longo do tempo.

“O tempo é o principal aliado dos profissionais independentes. Começar cedo, mesmo com valores menores, pode fazer toda a diferença na formação de uma reserva financeira”, reforça Ivécio.

A consultora de vendas autônoma Paloma Del Ré conhece bem os desafios de quem depende de metas, comissões e projetos eventuais para compor a renda mensal. Com ganhos que variam ao longo do ano, ela passou a se preocupar com o futuro e percebeu que não poderia depender apenas do INSS para garantir sua aposentadoria. Foi então que decidiu aderir ao Prev+ da Celos, plano de previdência complementar que oferece flexibilidade de aportes e foco no planejamento de longo prazo.

Para Paloma, a iniciativa trouxe mais autonomia financeira, permitindo controlar diretamente o planejamento da aposentadoria, além de oferecer flexibilidade para manter contribuições mesmo em períodos de renda variável.

“Antes, a ideia de aposentadoria parecia distante e incerta. Com o Prev+, sinto que estou construindo um futuro sólido, sem abrir mão da flexibilidade que minha carreira exige”, relata.

Diversificação e planejamento: garantia de segurança financeira

Com o envelhecimento da população brasileira e as limitações estruturais do sistema previdenciário público, depender apenas da previdência social tornou-se cada vez mais arriscado para milhões de brasileiros, especialmente para trabalhadores autônomos. Por isso, especialistas recomendam que esses profissionais planejem o futuro com antecedência, diversifiquem seus investimentos e considerem a previdência complementar como uma ferramenta estratégica.

Essa combinação ajuda a construir uma renda mais previsível no futuro e oferece maior liberdade para enfrentar oscilações de mercado, mantendo qualidade de vida na aposentadoria e transformando incerteza em segurança financeira.

voltar

Links Úteis

Indicadores diários

Compra Venda
Dólar Americano/Real Brasileiro 5.1985 5.2015
Euro/Real Brasileiro 5.9932 6.0012
Atualizado em: 17/03/2026 17:00

Indicadores de inflação

12/202501/202602/2026
IGP-DI0,10%0,20%-0,84%
IGP-M-0,01%0,41%-0,73%
INCC-DI0,21%0,72%0,28%
INPC (IBGE)0,21%0,39%0,56%
IPC (FIPE)0,32%0,21%0,25%
IPC (FGV)0,28%0,59%-0,14%
IPCA (IBGE)0,33%0,33%0,70%
IPCA-E (IBGE)0,25%0,20%0,84%
IVAR (FGV)0,51%0,65%0,30%